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sexta-feira, 28 de fevereiro, 2025
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Ginecologista acusado de assédio sexual fica em silêncio durante interrogatório

O ginecologista S.L.A. de 67 anos, ficou em silêncio durante interrogatório na Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher). Ele é acusado de cometer importunação sexual contra paciente e colegas de trabalho. Além disso, nos últimos 10 meses foram registrados quatro boletins de ocorrência contra o médico.

A delegada Maira Pachedo Machado, responsável pelas investigações, disse que quatro vítimas procuraram a delegacia para denunciar Salvador, sendo duas técnicas de enfermagem, uma médica e uma paciente.

A primeira denúncia foi feita no dia 25 de dezembro de 2019, de uma técnica de enfermagem. Em janeiro deste ano, a segunda profissional procurou a polícia. E em agosto, uma paciente e uma médica também denunciaram o ginecologista.

Segundo informações preliminares da investigação, S.L.A assediava as vítimas deixando claras as intenções de manter com elas relações além de profissional. A médica, que na época era residente no hospital, relatou à polícia que, em uma das ocasiões, o autor colocou a mão dela na virilha dele.

Já no caso da paciente, o médico utilizou palavras de baixo calão, perguntando o que ela “gostava na cama” e “se gostava de ser chupada gostoso”.

“Temos um outro caso, embora a vítima não tenha nos procurado, de uma médica que atendeu uma paciente que estava chorando após consulta com ele. O médico pegou na virilha dela e fez gestos que não são de procedimentos ginecológicos”, comentou a delegada Maira.

Para a delegada, o médico usava da profissão para ter intimidade com as vítimas e tinha essas abordagens como atitudes “normais”. As frases usadas com as mulheres eram semelhantes. “Elas disseram quase a mesma coisa”, explica.

Somente na Maternidade Cândido Mariano já foram abertas duas sindicâncias contra o ginecologista. No CRM (Conselho Regional de Medicina), há denúncias contra o médico desde 2013. Ele foi absolvido pela entidade das três primeiras, sendo uma delas de 2015, mesmo com denúncia na área criminal.

A delegada Fernanda Félix, titular da Deam, ressalta que “se existem outras vítimas, que nos procurem e denunciem esse homem. Estamos prontas e à disposição para atende-las. É importante denunciar para que ele seja punido”, afirma.

O médico foi indiciado por assédio sexual e importunação. Mas, durante o interrogatório na delegacia, ficou em silêncio e apenas declarou que só falará em juízo.


(Com informações do Campo Grande News)

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