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quarta-feira, 26 de fevereiro, 2025
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Brasil cria 137.303 empregos com carteira assinada em janeiro

Índices do Caged mostram que foram 2,71 milhões admissões e 2,13 milhões de desligamentos formais no período

O Brasil gerou 137.303 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2025, conforme os dados do novo Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Embora o número seja positivo, representa uma queda de 20,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o país registrou a criação de mais de 172 mil vagas.

De acordo com o levantamento, o total de admissões foi de 2,71 milhões, enquanto o número de desligamentos formais atingiu 2,13 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o país abriu 1,65 milhão de vagas, evidenciando um cenário de crescimento no emprego formal, mas com uma desaceleração em comparação aos meses anteriores.

Os setores da economia apresentaram resultados diversos. A indústria foi o setor que mais gerou empregos, com um saldo positivo de 70.428 vagas, seguida pelos serviços (+45.165), construção (+38.373) e agropecuária (+35.754). Por outro lado, o comércio registrou o maior saldo negativo, com 52.417 demissões a mais do que contratações.

No que diz respeito aos estados, 17 dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal tiveram saldo positivo na geração de empregos. São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina lideraram as contratações, com 36.125, 26.732 e 23.062 novas vagas, respectivamente. Em contraste, Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará apresentaram os menores resultados, com perdas de 12.960, 5.230 e 2.203 postos de trabalho, respectivamente.

O salário médio real na contratação em janeiro foi de R$ 2.251,33, apresentando um aumento de 1,85% em relação ao mesmo mês do ano passado. Para os trabalhadores considerados “típicos” (aqueles com vínculo formal de emprego), o salário real de admissão foi de R$ 2.284,61, enquanto para os trabalhadores “não típicos” (que não possuem vínculo permanente ou regularidade nas horas de trabalho) foi de R$ 2.035,23, um valor 9,6% inferior à média nacional.

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