Profissionais de saúde se reuniram nesta quinta-feira (04) para discutir um dos maiores desafios da saúde pública: as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o III Seminário de DCNT foi realizado no Auditório do Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com o objetivo de sensibilizar gestores e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessas enfermidades.
As DCNT, incluindo doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, são responsáveis por 70% das mortes no mundo. No Brasil, mais da metade dos óbitos registrados estão ligados a essas doenças. Em Campo Grande, dados recentes apontam um crescimento preocupante da mortalidade prematura (entre 30 e 69 anos) devido a essas condições, com destaque para as doenças cardiovasculares, especialmente o infarto agudo do miocárdio.
A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, destaca a importância de olhar para esses números com responsabilidade e adotar medidas concretas. “As DCNT representam um grande desafio para a saúde pública. Precisamos agir de forma estratégica para reduzir o impacto dessas doenças na vida da nossa população”, enfatiza.
Prevenção e conscientização
O evento também joga luz sobre os fatores de risco que potencializam essas doenças, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e consumo excessivo de álcool. A pandemia de Covid-19 agravou ainda mais esse cenário, aumentando os casos de doenças crônicas entre a população.

Veruska Lahdo, superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiental, enfatiza que o grupo etário de 50 a 69 anos é um dos mais afetados. “Infelizmente, muitos pacientes não buscam atendimento preventivo na rede básica e acabam chegando ao pronto atendimento já em estágios agravados da doença. Precisamos mudar esse quadro por meio de prevenção e acompanhamento regular”, ressalta.

A chefe do serviço de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Sesau, Glória Garcia dos Santos, reforça a relevância do evento: “Estamos muito satisfeitos em coordenar este seminário. Ele permite a troca de experiências e capacitação dos profissionais, fortalecendo a rede de atenção à saúde”.
Capacitação dos profissionais e fortalecimento do SUS
A programação do seminário inclui painéis sobre o cenário epidemiológico das DCNT no Brasil e no mundo, estratégias de prevenção, além da apresentação de experiências exitosas na Estratégia de Risco Cardiovascular.
O secretário-adjunto de Saúde, Aldecir Dutra, reforça que o evento é fundamental para aprimorar o conhecimento dos profissionais e garantir que o SUS ofereça uma assistência ainda mais eficaz.
Geórgia Maria de Albuquerque, coordenadora-geral de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, destaca a importância de mobilizar os profissionais de saúde. “Doenças crônicas são evitáveis. Precisamos sensibilizar os trabalhadores da saúde para prevení-las e controlá-las de forma eficiente”.

O III Seminário de DCNT reforça o empenho da saúde municipal em enfrentar essas doenças e garantir à população um cuidado cada vez mais qualificado, com foco na prevenção e na promoção da saúde.