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quarta-feira, 26 de fevereiro, 2025
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Café, escola e energia: confira os itens que mais encareceram em fevereiro

No período, prévia da inflação oficial teve alta de 1,23%, maior patamar para o mês desde 2016; alimentação segue em alta

A prévia da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), acelerou para 1,23% em fevereiro, registrando a maior alta para o mês desde 2016. Os dados, divulgados na terça-feira (25), apontam que itens como café, mensalidade escolar e conta de luz foram os principais responsáveis pelo aumento no custo de vida nos últimos 30 dias.

O setor de alimentos e bebidas apresentou um aumento de 0,61% em fevereiro, uma desaceleração em relação a janeiro (1,06%). No entanto, alguns produtos registraram altas expressivas, como o pepino (37,02%), a abobrinha (20,54%) e a cenoura (17,62%). O café moído, um dos produtos mais consumidos pelos brasileiros, subiu 11,63%, contribuindo para a alta de 3,64% no grupo de bebidas e infusões.

No acumulado de 2024, o setor de alimentos já registra um aumento de 7,7%, tornando-se o maior impulsionador da inflação. Especialistas apontam que os preços devem continuar elevados, especialmente para itens como carne, azeite e frango. Além dos fatores externos, as mudanças climáticas são vistas como um dos principais elementos que impactam os valores dos alimentos.

O governo estuda medidas para conter a alta dos preços, segundo declaração do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Ele destacou que itens como ovos, carnes, açúcar, café e laranja estão entre os produtos analisados para possíveis intervenções.

Energia elétrica e educação impulsionam inflação

De acordo com o IBGE, a energia elétrica residencial teve o maior impacto positivo no índice ao registrar alta de 16,33% em fevereiro. O aumento ocorre após a queda de 15,46% observada em janeiro devido à incorporação do bônus de Itaipu.

As mensalidades escolares também contribuíram significativamente para a inflação do período. O grupo educação registrou alta de 4,78%, com destaque para os cursos regulares (5,69%), que tradicionalmente têm reajustes no início do ano letivo. As maiores variações foram observadas no ensino fundamental (7,5%), ensino médio (7,26%) e ensino superior (4,08%). Creches e pré-escolas também tiveram aumentos significativos, de 5,09% e 7,1%, respectivamente.

Aumento nos combustíveis

No setor de transportes, que registrou aumento de 0,44%, os combustíveis tiveram alta de 1,88%. Os preços do etanol subiram 3,22%, seguidos pelo óleo diesel (2,42%) e pela gasolina (1,71%). O gás veicular, por outro lado, teve queda de 0,41%. As passagens aéreas registraram a maior redução do período, com queda de 20,42%.

O cenário inflacionário segue como uma preocupação para os consumidores, especialmente diante das incertezas climáticas e econômicas que afetam o mercado de bens essenciais.

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