Campo Grande pode ter uma política municipal que garanta assistência integral às pessoas diagnosticadas com erisipela, uma infecção cutânea causada geralmente pela bactéria Streptococus Pyogenes do grupo A e pelo Haemophilus Influenzae tipo B.
A proposta que trata do assunto está em tramitação na Câmara Municipal desde o ano passado e agora deve ser colocada em discussão e votação no plenário, conforme prevê a pauta da sessão ordinária da próxima terça-feira (08).
A matéria busca garantir o acesso aos serviços de saúde, incluindo consultas, exames, medicamentos, cirurgias, internações, fisioterapia e acompanhamento psicológico. Além de promover a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento adequado e a reabilitação.
A partir da política pública, se espera reduzir a morbidade, mortalidade e sequelas decorrentes da erisipela. O texto ainda fala sobre sensibilizar os profissionais de saúde para o manejo clínico e o acolhimento humanizado das pessoas com a doença.
“Esta política municipal será implementada por meio de ações integradas e intersetoriais, que envolvam os diversos setores sociais responsáveis pela promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas com erisipela”, cita o projeto.
A Prefeitura deverá promover campanhas visando informar a população sobre as causas, sintomas, tratamentos e as formas de evitar a erisipela. São citados como meios de divulgação a realização de palestras, folders e mensagens nas mídias sociais.
A doença
Segundo o site Vida Saudável, a erisipela é uma infecção cutânea e, normalmente, a porta de entrada é uma micose entre os dedos. Essa infecção afeta diretamente a derme, ou seja, a camada intermediária da pele.
Seus sintomas predominantes incluem coceira, inchaço, formação de bolhas e, por fim, necrose da pele. Indivíduos com baixa imunidade, obesidade e circulação sanguínea comprometida têm uma maior suscetibilidade ao problema.
A prevenção acontece com a higiene adequada, especialmente entre os dedos dos pés, que precisam permanecer sempre secos. Indivíduos com propensão a inchaço nas pernas devem evitar ficar prolongadamente em uma única posição (de pé, imóvel ou sentado).
Em situações específicas, o uso de meias elásticas é recomendado, além de elevar as pernas sempre que possível, pois essa prática auxilia na prevenção do edema.
O tratamento deve sempre ser supervisionado por um médico, que irá prescrever antibióticos para erradicar a infecção e reduzir o inchaço nas pernas, além de medicamentos específicos para tratar as lesões.