Com o objetivo de aproximar os acadêmicos de Mato Grosso do Sul da cultura regional, o Circuito Universidades levará grandes shows aos teatros e anfiteatros da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A iniciativa faz parte do Campão Cultural 2025 e busca ampliar o acesso às manifestações artísticas locais, promovendo a valorização da cultura urbana, periférica e de rua.
A programação na UEMS tem início nesta quinta-feira (3), às 20h, no Teatro de Arena, com o show “Mata Grossa”, de Alzira E + CORTE. No dia seguinte, 4 de abril (sexta-feira), às 9h30, Marcos Assunção apresenta “Jazz e Viola”, também no Teatro de Arena.
Na UFMS, os espetáculos também começam hoje, às 19h, com Maria Alice interpretando Paulo Simões no Anfiteatro Luiz Felipe. No dia 4 de abril, às 19h, Dani Black sobe ao palco do Teatro Glauce Rocha para encerrar a programação com sua apresentação.
Zito Ferrari, diretor de Difusão Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), destacou a importância da iniciativa para a conexão entre os acadêmicos e as manifestações artísticas locais. “Queremos oferecer ao público universitário um panorama do que está acontecendo na capital sul-mato-grossense, pois nem sempre os alunos têm condições de se deslocar até os eventos. Um dos propósitos do Campão Cultural é levar a arte até onde o povo está, como já fazemos com o Circuito Comunidades. As universidades não poderiam ficar de fora, por isso todas as linguagens artísticas estarão presentes nesses espaços.”
O Circuito Universidades promete ser uma experiência enriquecedora para os acadêmicos, proporcionando momentos de imersão na cultura regional e contribuindo para a formação de um público mais consciente e conectado com a produção artística do Estado.
Alzira E + CORTE
Show Mata Grossa
Alzira E, Marcelo Dworecki, Cuca Ferreira, Daniel Verano e Fernando Thomaz (Alzira E + Corte) se reúnem mais uma vez em estúdio para produzir o álbum Mata Grossa. Neste que é o segundo disco do grupo, Alzira destila uma poesia reflexiva sobre a vida, o tempo e a natureza, enquanto o som do CORTE provoca gritos de urgência para a expansão da consciência.
O disco foi considerado um dos 50 melhores do ano de 2023 pela APCA, e o show, um dos melhores de 2023 pelo Scream & Yell. O show apresentará canções do álbum lançado em 2023, além de músicas do primeiro disco da banda, lançado em 2017, e de outros parceiros históricos de Alzira E, todas arranjadas com a sonoridade impactante do CORTE. Entre elas estão: Já Sei (Alzira E / Itamar Assumpção), Mata Rara (Alzira E / Iara Rennó), Palavra de Honra (Alzira E / Tiganá Santana), Beabá (Alzira E / Peri Pane) e Sobra Falta (Alzira E / Alice Ruiz).
Haverá ainda um vídeo-cenário com projeções de Marina Thomé, diretora do filme biográfico de Alzira E, Aquilo Que Nunca Perdi, e diretora de arte de Mata Grossa.
Marcos Assunção
Jazz e Viola
O projeto Jazz e Viola tem os pés na cultura brasileira, os olhos no mundo e uma música com o coração no jazz contemporâneo, tendo como engrenagem o improviso. Ele enaltece a alma da cultura regional sul-mato-grossense por meio da viola caipira, fortalecendo suas raízes e contribuindo para sua preservação, respeito e comunicação com as futuras gerações.
Marcos Assunção apresentará um repertório que abrange os quatro álbuns lançados ao longo de sua trajetória, além de composições inéditas. O show inclui clássicos do jazz, como Take Five, de Dave Brubeck, tocado na viola, e o mais autêntico toque brasileiro no choro, samba e baião, com muitos improvisos e uma performance autêntica.
Entre as obras selecionadas para este concerto instrumental estão músicas do álbum Viola e Batuque, que marcou uma nova fase na carreira do músico ao formar um duo com Marco Lobo, um dos maiores percussionistas brasileiros, que já acompanhou renomados artistas como Milton Nascimento, Lenine e Ivan Lins.
Maria Alice
Canta Paulo Simões
Lançado pela editora 3 Sons, este é o terceiro álbum solo da cantora carioca-cearense Maria Alice, radicada em Campo Grande (MS) desde os anos 1980. Para definir as 12 faixas do repertório do disco e do show que será apresentado na capital, Maria Alice fez uma seleção a partir de uma lista inicial de 50 canções de Paulo Simões. Entre os critérios de escolha, estavam as músicas que já admirava e as composições menos gravadas. O álbum está disponível em todas as plataformas digitais.
Tanto o disco quanto o show tem produção da Marruá Arte e Cultura, da produtora cultural Andréa Freire, responsável por todos os trabalhos artísticos da cantora desde 1997.
A canção mais antiga do show é Velhos Amigos, composta por Simões no final dos anos 1970. A música é uma parceria com Almir Sater e Renato Teixeira e foi gravada no álbum AR, de 2015. Já D de Destino foi indicada ao prêmio de Melhor Canção em Língua Portuguesa no 17º Grammy Latino, em 2016.
Dani Black
Uma Cidade Chamada Eu Mesmo
Dani Black é cantor, guitarrista, violonista e compositor. Com quatro discos lançados, já recebeu indicações ao Grammy Latino e ao Prêmio da Música Brasileira nas categorias de Melhor Disco Pop do Ano e Melhor Música em Português.
Ele se destaca entre os nomes da nova geração da música brasileira e é um dos artistas mais gravados de sua época. Suas composições já foram interpretadas por Ney Matogrosso, Gal Costa, Milton Nascimento, Elba Ramalho, Zélia Duncan, Maria Gadú, Tiago Iorc, O Teatro Mágico, entre outros.
Agora, o artista sobe aos palcos para apresentar o show de seu mais recente álbum, Uma Cidade Chamada Eu Mesmo. Produzido pelo grupo Los Brasileiros, o novo trabalho marca um momento especial na carreira do cantor, trazendo um repertório inédito. O show proporciona uma experiência imersiva e emocionante, reunindo não apenas as faixas inéditas do novo álbum, mas também algumas das músicas que marcaram sua trajetória.