Governo enfrenta desaprovação histórica; serão apresentadas principais ações e programas federais do Executivo desde 2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promove nesta quinta-feira (3) um evento de apresentação das principais ações e programas federais implementados desde o início do atual mandato, em 2023. A cerimônia, chamada de “O Brasil Dando a Volta Por Cima”, ocorre em meio à desaprovação histórica do petista, percebida por pesquisas eleitorais desde fevereiro (leia mais abaixo). A expectativa é que ministros, parlamentares aliados, organizações civis e demais autoridades participem do evento, previsto para as 9h (de MS).
Entre as ações que devem ser destacadas, estão o crescimento acima de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 e 2024, a menor taxa de desemprego da história, a abertura de mercados internacionais para o agronegócio e a ampliação dos programas Mais Médicos e Farmácia Popular.
Apesar dos resultados positivos do PIB nos dois anos anteriores, o Banco Central revisou, na semana passada, a projeção de crescimento para este ano. A autoridade monetária diminuiu a expectativa de 2,1% para 1,9%. Após o índice recorde de 6,1%, em novembro do ano passado, a taxa de desemprego subiu e chegou a 6,8% no trimestre que terminou em fevereiro.
O apanhado de dois anos de governo faz parte da nova estratégia de comunicação do Executivo. Desde janeiro, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da presidência), órgão responsável pela divulgação das ações federais, está sob novo comando. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) foi substituído pelo publicitário Sidônio Palmeira, que liderou a campanha presidencial de Lula em 2022.
Popularidade em baixa
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa quarta-feira (2) apontou que 56% dos eleitores desaprovam a gestão de Lula — em janeiro, esse grupo representava 49%. A aprovação caiu de 47% para 41%. Segundo o levantamento, a avaliação negativa do governo subiu de 37% em janeiro para 41% agora, enquanto a percepção positiva diminuiu de 31% para 27%.
Esses são os piores números registrados pela Genial/Quaest desde o início do atual mandato de Lula, o que consolida a tendência de perda de popularidade observada desde fevereiro.
A pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 13 de março mostrou que 41% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, contra 27% que a classificam como ótima ou boa.
Na comparação com o último levantamento, divulgado em dezembro de 2024, a avaliação negativa subiu sete pontos percentuais (eram 34%), e a positiva caiu sete pontos percentuais (eram 34%). Os dados também indicaram que 55% dos cidadãos desaprovam a forma como Lula administra o país (recorde para o atual mandato), contra 44% que aprovam.
O cenário negativo de março segue a tendência dos meses anteriores. Em 14 de fevereiro, pesquisa Datafolha apontou que 41% dos eleitores reprovavam o presidente, o maior número já registrado pelo levantamento considerando os mandatos anteriores de Lula. O petista tinha, ainda, a pior aprovação dos três governos dele, com 24%.
Dias depois, levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou que a gestão é avaliada como ruim ou péssima por 44% dos brasileiros. Esse foi o maior número medido pela CNT dos três mandatos de Lula. Houve, ainda, alta de 13,2 pontos percentuais em relação ao dado anterior.
Segundo a pesquisa, 28,7% achavam o governo de Lula ótimo ou bom, e 26,3% tinham uma avaliação regular. Pela primeira vez na história do levantamento da confederação, a avaliação negativa do petista superou a positiva.
Fonte: R7