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domingo, 30 de março, 2025
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Delegadas que atenderam jornalista morta pelo ex-namorado após pedir medida protetiva deixam a DEAM

A pressão imposta pela mídia falou mais alto e as delegadas Elaine Cristina Ishiki Benicasa, Lucelia Constantino de Oliveira e Riccelly Maria Albuquerque Donha deixaram nesta quinta-feira (27) a Delegacia Especializada de Atendimento À Mulher (DEAM), na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande. O trabalho delas sofreu duras críticas pelo atendimento prestado à jornalista Vanessa Ricarte, morta pelo ex-companheiro no dia 12 de fevereiro deste ano, logo após solicitar a medida protetiva.

As transferências foram publicadas na edição do dia do Diário Oficial do Estado (DOE), sendo duas à pedido e outra, de Riccelly, por “ex-officio”, ou seja, sem que tenha solicitado a mudança para outra unidade da Polícia Civil. A tendência é de que passem a trabalhar em alguma das Depacs (Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário). Já Elaine Benicasa, agora ex-títular da DEAM, vai atuar na Delegacia Geral da Polícia Civil.

As publicações, assinadas pelo delegado-geral Lupersio Degerone Lucio, sustentam que “é dever da administração superior da Polícia Civil analisar as necessidades da instituição, primando pela prevalência do interesse público sobre o interesse privado, promovendo as modificações e adequações necessárias ao bom andamento dos trabalhos, levando-se em conta, o perfil de cada servidor e também a demanda do trabalho de cada Unidade Policial.”

Ao mesmo tempo, foram remanejadas para a DEAM as delegadas Cynthia Karoline Bezerra Gomes Tapias e Lais Mendonça Alves, que até então atuavam na Depac. Elas se juntarão a delegada Cecilia Fleury Jube Leal, que desde o dia 14 de março está lotada na Especializada, após passagem pela Delegacia de Aparecida do Taboado. Com as reposições, resta agora indicar a nova titular, cargo que deve ser da adjunta Fernanda Piovano.

As trocas ocorrem 45 dias após a morte de Vanessa. Nesse meio tempo, a Corregedoria da Polícia Civil atuou para investigar o trabalho interno desempenhado pelas delegadas responsáveis pelo atendimento da jornalista, mas a conclusão foi de que não erraram, conforme acusou a imprensa. Outra mudança imposta foi um convênio para que policiais civis e militares façam a intimação de agressores, no caso de medidas protetivas.

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