06/11/2014 09h30
Em meio a tensão, motorista atropela pedestres e é morto a tiros em Jerusalém Oriental
BBC Brasil
Um motorista atropelou vários pedestres em Jerusalém Oriental horas depois de confrontos em um dos locais mais sagrados da cidade, segundo a polícia local.
Um porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, informou que pelo menos três pessoas ficaram gravemente feridas. Os policiais disseram suspeitar de “ataque terrorista”.
Segundo Rosenfeld, o homem foi morto a tiros por agentes de segurança.
O atropelamento ocorreu em meio à tensão que cerca o complexo do Monte do Templo – chamado pelos muçulmanos de al-Haram al-Sharif -, fechado mais cedo depois que manifestantes palestinos entraram em confronto com a polícia.
O episódio prolonga a tensão desde que um ativista judeu de direita, o rabino Yehuda Glick, foi baleado e ficou gravemente ferido na semana passada. Glick fazia campanha para que os judeus voltassem a rezar no Monte do Templo, o que atualmente não é permitido.
O complexo é considerado o local mais sagrado para o judaísmo e também é a sede da mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado para os muçulmanos.
Pedras
Na manhã desta quarta-feira, dezenas de manifestantes mascarados jogaram pedras e fogos de artifício contra a polícia perto da entrada para visitantes não muçulmanos ao complexo, segundo informações da polícia israelense.
A polícia informou que conseguiu dispersar os manifestantes com armas não letais, mas ninguém foi preso. Vários policiais ficaram feridos no incidente.
Segundo a agência de notícias Reuters, um gerente palestino do complexo religioso afirmou que cerca de 20 pessoas ficaram feridas nos confrontos.
Desde o conflito na Faixa de Gaza, há alguns meses, a tensão vem aumentando em Jerusalém. Confrontos entre forças de segurança isralenses e manifestantes palestinos têm ocorrido durante a noite em alguns bairros de Jerusalém Oriental.
Na semana passada, Moataz Hejazi, um palestino suspeito de atacar o rabino Yehuda Glick, foi baleado depois de abrir fogo contra policiais israelenses que cercavam sua casa.
Centenas de pessoas participaram do funeral de Hejazi.
Uma multidão de palestinos também saiu às ruas para protestar contra o fechamento do Monte do Templo/al-Haram al Sharif, na última quinta-feira.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou que a decisão de fechar o local era equivalente a uma declaração de guerra.
