A indígena de 29 anos presa em flagrante pelo assassinato cruel de uma bebê e duas mulheres (não foi confirmado o parentesco delas) ocorrida na segunda-feira (31), na área de retomada “Tekoha Avaeté”, na Aldeia Indígena Bororó, em Dourados, foi transferida para o Presídio Estadual Feminino de Jateí nesta quinta-feira (03), após ter a prisão preventiva decretada na audiência de custódia.
Segundo o Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Polícia Civil de Dourados, a autora estava bebendo com a idosa, de 76 anos, quando teriam discutido. Depois, ela acertou um pedaço de concreto na cabeça da vítima e, em seguida, asfixiou a criança, de um ano e seis meses, porque chorava muito, e ateou fogo no barraco improvisado.
A mãe da bebê, de 37 anos, estava dormindo no momento em que o incêndio aconteceu e não teria conseguido sair a tempo do local, sendo carbonizada viva. Ainda conforme a investigação, a autora teria utilizado líquido inflamável para dar início ao incêndio e, ao abandonar o local, foi atingida por labaredas, o que lhe causou ferimentos.
A prisão
Essas queimaduras ajudaram a polícia a prendê-la em flagrante. Os trabalhos começaram logo após os moradores informarem as autoridades sobre os três corpos carbonizados. Testemunhas apontaram o momento em que uma pessoa foi vista saindo da residência instantes antes do alastramento das chamas.
Os policiais conseguiram identificar uma mulher com sinais evidentes de queimaduras recentes, compatíveis com o lapso temporal em que o crime teria ocorrido. As lesões foram analisadas pela perícia médico legista e reforçaram os indícios de sua participação no evento criminoso. Diante dos fatos, ela foi presa e aguarda pela audiência de custódia.