Março é o mês de conscientização sobre a endometriose, doença ginecológica que atinge cerca de 7 milhões de brasileiras e 190 milhões de mulheres no mundo. Criado em 1993, o Março Amarelo tem como objetivo promover o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença, caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero, afetando órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga. Os principais sintomas incluem cólicas intensas, dor durante a relação sexual e dificuldades para engravidar.
A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) de Campo Grande tem intensificado as ações de conscientização, oferecendo informações sobre a importância do diagnóstico precoce. A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, ressalta. “Março Amarelo é um momento crucial para reforçarmos nosso compromisso com a saúde das mulheres. A endometriose causa dor e sofrimento, mas pode ser controlada com diagnóstico precoce e tratamento adequado”.
A SESAU promove ações educativas, orientações sobre autocuidado e facilita o acesso a especialistas e exames no sistema público de saúde, com unidades de referência como a Santa Casa, o Hospital Universitário (HU) e a Maternidade Cândido do Mariano.
A médica da Regulação da SESAU, Larissa Missirian, explica que a paciente com suspeita de endometriose é encaminhada para um especialista em ginecologia cirúrgica para diagnóstico. O tratamento pode incluir medicamentos, terapias hormonais e, em casos mais graves, cirurgia. “Temos um acompanhamento especializado nos hospitais HU e Regional, que são referências no tratamento da doença. Além disso, algumas pacientes podem ser orientadas a seguir terapias alternativas para o controle da dor e melhoria da qualidade de vida”.
Conscientização permanente e ação coletiva
O Março Amarelo é um movimento contínuo que visa empoderar as mulheres para que reconheçam os sinais da endometriose e busquem tratamento. A SESAU e outras entidades de saúde trabalham para criar uma rede de apoio, tanto médico quanto psicológico, para as mulheres afetadas pela doença.
Rosana Leite enfatiza. “Queremos garantir que cada mulher saiba que sua dor não é normal e que o tratamento existe. Juntas, podemos fortalecer essa luta.”
Se apresenta sintomas como cólicas intensas ou dificuldades para engravidar, procure ajuda médica. O diagnóstico precoce é essencial para o controle da doença e melhora da qualidade de vida.