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quinta-feira, 3 de abril, 2025
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Pedido de revisão: Paulo Corrêa contesta liberdade de agressor de jornalista

Outros deputados repudiaram violência contra jornalista 

O caso do músico Philipe Calazans, de 38 anos, que agrediu a namorada, uma jornalista de 37 anos, repercutiu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Durante sessão, deputados cobraram melhorias nas medidas de proteção às mulheres e criticaram falhas no processo.

Na tribuna, o deputado Paulo Corrêa destacou o indiciamento do irmão da vítima, que acompanhou a mulher na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande para registrar a ocorrência e acabou sendo indiciado, supostamente por erro. “Pode acontecer isso?”, questionou.

Corrêa afirmou que o caso está repleto de falhas. “Meu sobrinho foi ajudar a irmã, foi como informante e sai como indiciado? Seu nome vai para o sistema de gerenciamento operacional da polícia. Sai uma ordem de prisão e basta ele cair em uma blitz que vai ser preso”, denunciou o parlamentar.

O deputado também criticou a Justiça Estadual pela decisão de liberar o agressor com o uso de tornozeleira eletrônica e restrição de aproximação de apenas 200 metros da vítima. Segundo ele, a distância costuma ser superior a 400 metros nesses casos.

“Mas o pior é que ele foi solto e teve garantido o direito de visita à filha deles, menor de 1 ano. O que o desembargador do caso quer? Que esse músico entre na casa e mate? Ele nunca pagou pensão alimentícia, agora tem essa licença? Me desculpa, mas se ele entrar, ele vai matar”, alertou Corrêa, que prometeu enviar um pedido ao Tribunal de Justiça para rever a liberação de agressores.

Deputados defendem medidas mais rigorosas

Vários deputados se solidarizaram com o caso. Lídio Lopes (Sem partido) e Pedro Kemp (PT) defenderam mais investimentos na educação para combater o machismo e capacitar servidores que atuam na área de violência contra a mulher.

O deputado Coronel David (PL) cobrou que os demais poderes cumpram as providências prometidas. “O Ministério Público foi o único a enviar medidas concretas. O desembargador que soltou o agressor poderia ter decretado a prisão desse covarde. Até quando mulheres vão continuar morrendo?”, criticou.

João Henrique (PL) ressaltou que o próprio governo estadual admitiu erros operacionais em casos anteriores e classificou a agressão como motivo suficiente para a prisão preventiva. Já Pedro Pedrossian (PSD) destacou falhas no atendimento da DEAM e cobrou o afastamento da delegada responsável pelo caso.

Professor Rinaldo (Podemos) apresentou um projeto de lei para multar agressores em até R$ 519 mil e obrigá-los a ressarcir os custos públicos do atendimento às vítimas.

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  • Para acionar a Patrulha Maria da Penha, ligue 153.
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