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quinta-feira, 3 de abril, 2025
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Val Kilmer, astro de Top Gun e Batman Eternamente, morre aos 65 anos

Segundo a filha do ator, a causa da morte foi pneumonia

O ator Val Kilmer, conhecido por papéis icônicos em Hollywood, faleceu nesta terça-feira (2), aos 65 anos, em Los Angeles, Califórnia. A causa da morte foi pneumonia, segundo sua filha, Mercedes Kilmer, em entrevista ao New York Times.

Kilmer deixa dois filhos, Jack e Mercedes, fruto de seu casamento com a atriz Joanne Whalley, sua colega de elenco no filme Willow.

Carreira marcante no cinema

Ao longo de sua carreira, Val Kilmer participou de grandes produções do cinema norte-americano. Ele ganhou destaque como Tom “Iceman” Kazansky em Top Gun (1986) e interpretou o icônico herói em Batman Eternamente (1995). Outros sucessos incluem Tombstone (1993), Fogo Contra Fogo (1995) e The Doors (1991), onde deu vida ao cantor Jim Morrison.

Os filmes estrelados por Kilmer arrecadaram quase US$ 2 bilhões nas bilheteiras globais, segundo a Comscore. Sua trajetória começou no teatro, sendo um dos mais jovens alunos aceitos na prestigiada Juilliard School, em Nova York. No cinema, estreou na comédia Top Secret! (1984) e consolidou sua fama nos anos seguintes com uma sequência de papéis memoráveis.

Luta contra o câncer e retorno ao cinema

Em 2014, Kilmer foi diagnosticado com câncer de garganta, submetendo-se a uma cirurgia de traqueostomia que afetou sua voz. Apesar dos desafios de saúde, ele voltou às telas em Top Gun: Maverick (2022), reprisando o papel de Iceman. O filme incorporou suas limitações vocais à narrativa, em uma emocionante homenagem ao ator.

Reflexões sobre a carreira

Em 2021, Kilmer revisitou sua trajetória no documentário Val, onde utilizou imagens de bastidores e gravações pessoais para contar sua história. Por conta das sequelas da doença, seu filho Jack narrou grande parte do filme em seu lugar. O documentário revelou o entusiasmo do ator por sua carreira e sua busca por desafios artísticos, incluindo testes para filmes como Os Bons Companheiros e Nascido Para Matar.

Vida pessoal e espiritualidade

Kilmer se identificava como cientista cristão e, em diversas entrevistas, mencionou sua fé como um fator essencial em sua vida. Em 2020, afirmou à revista Men’s Health que não acreditava na morte e que, durante sua internação, sentiu uma profunda conexão com um “amor universal”.

Mesmo enfrentando adversidades, Kilmer declarou em seu documentário que levava uma “vida mágica”. Seu legado como ator e artista segue vivo em sua extensa filmografia e no impacto que deixou na indústria cinematográfica.

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